2012 prometia, trailers com linos efeitos especiais, história polêmica e excenlete pra roteiro de filme e etc. Os efeitos especiais são assim, especiais... bem feitos, interessantes e tal. Mas o nível de absurdo e bizarrice atingiu meu limite em pouco tempo. Começando pelo médico vestido de médico em todo lugar, pq é óbvio q todo médico fica com aquela roupa azul de sala de cirurgia em casa, né? Nunca se sabe quando ele vai precisar fazer uma cirurgia de emergência, é bom se garantir... Sem contar os celulares q funcionam em pleno momento de fim de mundo. Só pq as operadoras congestionam quando itaipu para ou quando as torres gêmeas caem não quer dizer q elas vão nos deixar na mão enquanto o mundo acaba né? Enfim, o filme é bom, ps efeitos são bons, mas tem mt bizarrice q subestima demais minha crítica de filmes. E olha que eu não sou uma pessoa com prazer em criticar. Enfim, eu fui no cinema sexta feira, já q eu não ia viajar no fim de semana. Aí sábado foi dia de sorvete com o Paçoca e mercado. Saindo do mercado: um fusca para na catraca (é daquelas de apertar botãozinho pra abrir, sabe?), a pessoa do banco da frente abre a porta, vai um pouco pra frente, levanta o banco, e uma menina se debruça por cima, enfia o corpo inteiro pela porta mas sem sair do carro, aperta o botão e volta. Pra elas, tudo normal! A porta fechou e as pessoas sairam como se nada tivesse acontecido. Pra gente, wtf?!
Depois, casa da Alt, pq ela me prometeu tortilhas em troca de ficar na cidade esse fim de semana. A verdade é q eu pedi as tortilhas, mesmo sem saber oq era tortilhas. Omelete mais gordo e com batatas, pra quem não sabe. E isso fez meu fim de semana estranho.
Alt: "alguém tá falando comigo".
eu não ouvi nada... olhei pra porta, pra janela, pro teto à procura de um vulto ou qualquer coisa q explicasse as vozes na cabeça dela, pq eu não tava ouvindo nada! E aí ela levanta e responde a janelinha do msn piscando ¬¬. Agora, sério, no meu lugar vc não acharia q eram vozes? O contexto era claro.
eu, deitada no chão pra evitar um pouco os 31ºC q impregnavam essa noite absurda, olhando para o ventilador ironicamente quebrado. eu a lots e a alt, com as mãozinhas pra cima fitando o ventilador, na tentativa de soltar toda a energia q nossas almas abrigavam pra fazê-lo girar. Não saiu do lugar, mas juro q sem óculos e vesga eu via ele se mexer um pouco.
Bom, foi legal. Aí eu dormir. E acordar foi mt.. diferente. Primeiro eu acordei no pé da cama, falando alguma coisa a respeito de Cuba e índios, ou alguma outra coisa q não era bem índio, mas tinha Cuba no meio. Achei q tinha sonhado, pq era absurdo, mas a Alt disse q não, q oq eu tava falando era verdade mesmo. Aí eu voltei a dormir. Aí depois eu acordei sem saber bem se eu já tinha acordado ou se era sonho, e a Lots tinha aparecido lá na casa da Alt de novo, junto com a Kéka, que precisava correr. Foram embora e eu dormi de novo. Aí eu acordei achando mt absurdo minhas outras duas acordadas e perguntei pra Alt "quantas vezes a gente já acordou e conversou?" e ela disse q aquela era a terceira. Então tava tudo bem. Derrubei ela da cama (aaah, foi divertido sim) e pronto, dormi. Aí eu acordei, pensando que agora era pra sempre e com vontade de fazer xixi. Fui ao banheiro, voltei, deitei na cama de ponta cabeça e dormir. Aí eu acordei e a Alt tava na cozinha, cozinhando alguma coisa, e eu pensei q tava realmente calor e conversamos mais um pouco e eu dormi. Aí eu sonhei q a Alt tava realmente alta, cresceu tipo uns 50cm, e ela disse q a gente cresce quando dorme... Aí eu acordei, e dessa vez era de vez. E a Alt acordou tbm, e dessa vez era de vez. Eu tava meio confusa, meio delirante, então eu perguntei pra ela: quantas vezes a gente acordou agora de manhã? Ela disse q ela tinha acordado umas três, mas não sabia sobre mim. Não, Alt, eu quero saber quantas vezes a gente acordou e conversou. Nenhuma.
Resumindo, eu sonhei tudo. Tirando o xixi, pq eu realmente levantei pra fazer xixi. Mas parecia tão real, eu via tudo claramente. O terceiro sonho, então, foi o mais real pq eu questionava a existência dos dois primeiros! Onde já se viu, lembrar nos sonhos de outros sonhos?
Mais bizarrices, mais chão, mais tortilhas, preguiça de voltar pra casa no sol... enrolei até ficar escuro e eu voltar com o céu escuro brilhando de relâmpagos no horizonte. Fui cantada por um mulequinho de uns 10 anos, q estufou o peito e me seguiu por longos dois passos falando alguma coisa q eu não entendi pra mostrar sua masculinidade pros coleguinhas mais novos. Minha cara deve valer a pena quando essas coisas acontecem, pena q nunk tem ngm pra ver.
Em casa, já de noite, tava tomando banho e dançando mt mesmo uma música q me dá vontade de dançar. Aí acaba e começar a tocar Camarão com Pão, q me dá vontade de rir. E é isso, queimei meu dedo na panela quente q não tem cabo de plástico. E só.
P.S.: ficaram boas as tortilhas. E os 2 litros de sorvete q nós comemos direto do pote tbm. Sempre quis fazer isso *-*
Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Sobre o fim. Do mundo e de semana.
Rascunho de Meg / Bombs 1 palpites
Marcadores: Transtornos
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
Repetições
De vez em quando eu tenho o mesmo sonho. Tem um q não só se repete em um intervalo irregular de anos como tbm acontece duas vezes na mesma noite, quando acontece. A primeira cena é igual: eu entrando em uma estação de metrô (q é imaginária, mas sempre igual nos meus sonhos) e ficando em dúvida 'sentido jabaquara ou tucuruvi?'. No primeiro sonho da noite eu escolho o sentido errado. Sempre. Descubro que está errado, o sonho continua, dando coisinhas erradas, até o momento em que volta. Eu entrando em uma estação imaginária de metrô e ficando em dúvida 'jabaquara ou tucuruvi?'. Aí escolho certo e vou. E é aí que varia. As vezes eu desço a escada e uma estação imensa e colorida, que se encaixaria mt bem como estação de trem e loja de guloseimas e bizarrices Weasley (sim, ao mesmo tempo) no mundo bruxo, aparece na minha frente. As vezes eu desço a escada e uma estação bem escura e cheia, mt cheia, de túneis redondos e relativamente pequenos com trens mt semelhantes a minhocas de metal, aparece ao meu redor. As vezes eu desço a escada e um trem meio quadrado, cheio de detalhes quadrados e aparentemente encaixados de improviso, que estranhamente me lembra um óculos quadrado e rachado daqueles que aparecem com frequencia no chão de um porão de um filme qualquer (ou me lembra o robô velho, todo improvisado e enferrujado, q acaba contrastando com os robôs novos, redondinhos, polidos, visual clean e modernos em filmes futurísticos) aparece perto de mim. Hoje foi uma estação normal (normal nível São Bento, pra quem conhece o metrô de são paulo) que apareceu na minha frente, e eu estava desesperadamente precisando de um bilhete de metrô (sim, já lá dentro). Na primeira versão do sonho não consegui, mas tudo bem, pq eu já disse que era o sentido errado mesmo. A segunda versão que conta. Aliás, o parágrafo inteiro foi preparação pra segunda vez.
Então eu entrei em uma estação imaginária, fiquei em dúvida 'jabaquara?' e fui. Uns menininhos ofereceram um bilhete, eu dei dinheiro pra eles e nada de bilhete. Aí quando o metrô estava pra sair aparece a B2. Trancinhas, calça cinza, meio saltitante, totalmente calma. Tá aí! Esse é o momento estranho do sonho. Porque foi nesse momento q eu percebi que a B se encaixava perfeitamente. Era como se ela sempre estivesse ali. Como se não importasse a estação ser imensa e colorida, ser escura e compacta, ser quadrada e improvisada ou ser só uma estação normal, pq ela sempre esteve ali. Nesse momento o sonho pareceu pertencer tanto a mim quanto a ela, pq ela estava ali tanto quando eu.
O estranho é q eu não conhecia a B quando tive os outros sonhos, eu conhecia nesse. E no dia q eu conheci a B eu não me lembro de ter feito a típica cara 'eu te conheço de algum lugar', q a gente faz quando já viu, mesmo que em sonho, alguém. Mas é como quando a gente sabe que uma pessoa no sonho é nossa mãe, mesmo q não pareça a nossa mãe, mesmo que pareça, sei lá, nosso pai. Mas a gente sabe q é nossa mãe. (ah, todo mundo já teve um desses) No caso eu sabia que a B estava ali desde sempre, sem precisar lembrar ou reconhecer.
E então o sonho continuou. Geralmente ele continua em termos semelhantes: eu correndo para algum lugar, pulando entre plataformas, subindo escadas, passando por um número mt grande de pessoas, as vezes encontrando pessoas conhecidas e logo deixando-as pra trás. Porque eu precisava chegar em algum lugar. Nesse de hoje a B falou calmamente que me dava um bilhete, me deu o bilhete, pegou na minha mão e me levou para a plataforma certa, ignorando totalmente o metrô que, antes dela aparecer, estava bem atrás de mim, mas que agora tinha sumido e dado lugar a uma estação mt maior (não imensa, como a de versões anteriores, só maior) e cheia. Mt cheia. E ela me levou pela beira da plataforma, passando bem atrás das pessoas, perto o suficiente para que, caso uma delas desse um passinho para trás ou decidisse dar uma reboladinha, nós caíssemos nos trilhos. Afinal a plataforma estava realmente cheia. E então paramos. No meio da multidão. Esse não é o tipo de sonho em q eu paro. Porque eu precisava chegar em algum lugar. Uma pessoa bem conhecida apareceu e acabou. O sonho acabou não pq eu acordei.. mas porque acabou.
Eu estava em uma estação imaginária de metrô, em dúvida 'jabaquara ou tucuruvi?', com um sonho aparecendo à minha frente, ao meu redor, bem perto de mim, porque eu precisava chegar em algum lugar. E a B fez eu parar de correr e, mesmo chegando em lugar nenhum, parar. Não sei agora se ela resolveu o problema inconsciente que meu sonho simbolizava ou se simplesmente roubou-o de mim. Porque talvez ela não estivesse sempre ali... talvez quem estivesse fosse eu, ela era só a dona do local. Afinal, quem melhor do que a dona pra ficar calma e saber exatamente onde ir?
Pergunto-me se alguma vez vou sonhar com isso de novo. Eu poderia ter decorado o sentido certo dessa vez... just in case.
PS: peço desculpas pelo tamanho do texto... mas tem coisas que precisam ser escritas, pra não ficar coisa demais guardada na minha cabeça. reflexões, reflexões e repetições... haja espaço!
Rascunho de Meg / Bombs 3 palpites
Marcadores: Transtornos
Domingo, Novembro 08, 2009
Por uma vida mais simples
Abaixar a cabeça, levantar a bunda e balançar o rabinho. É, felicidade. O bom de ser cachorro é que ngm, nem cachorro nem gente, interpretaria o acontecimento da frase anterior como putaria... seria apenas um: vamos brincar? Com grandes chances de sucesso, inclusive! O que me dá inveja. Tá, eu sei que cachorros não tomam banho todo dia e se lambem bastante, o que seria uma dupla tortura pra minha vida. Mas ser um valeria tanto a pena... Correr atrás de uma bola não pq preciso fazer pontos ou ganhar campeonatos, mas porque deu uma vontade louca de sair correndo com ela na boca pra alguém vir atrás, roubar, jogar de novo e recomeçar. Rolar no chão não pq eu sou uma propaganda de Omo, mas porque deu uma vontade louca de coçar as costas, de olhar o céu ou de rolar no chão e só. Pegar um pedaço de carne no alto e lamber a gordurinha q pinga no chão não pq sou nojenta, mas porque deu uma vontade louca de aproveitar cada resto de gostinho que o alimento possa oferecer pra minha alegria. Fazer bagunça e levar bronca algumas vezes, fazer olhar triste, ganhar carinho na cabeça, balançar o rabo e recomeçar.
A parte do carinho na cabeça, particularmente, é a que mais se faz notar na minha vida. Gente não pode apoiar a cabeça no colo de qualquer um e esperar um carinho em troco; não pode ficar de boa no seu canto e esperar que qualquer alguém apareça só, isso mesmo, SÓ, para fazer um cafuné; não pode ser receptiva com qualquer um sem ser lembrada como facinha, atirada, etc e tal. Cachorro é tão mais simples e sem compromisso. Outro dia (tá, eu tinha uns 10 anos, talvez..) eu vi um filme cujo personagem principal ouvia oq os animaizinhos falavam. Depois de um tempo, lá pro final do filme, o cachorro perguntou "pq vc parou de fazer carinho atrás da minha orelha quando descobriu que eu falava? eu gostava do carinho...". Foi tão comovente que até minha memória meio falha jamais esqueceu a cena. Talvez meu pecado seja falar.
Mas a verdade nua e crua é q não posso ser cachorro. Não posso pq fiz o teste da Veja hoje e ela me disse que eu posso ser psiquiatra, escritora, filósofa, artista plástica e até dramaturga nas horas vagas, entre outras coisas mais, mas nada se pareceia com cachorro. Os meios de publicidade jamais mentem para a população, então lá se foram minhas esperanças... mas se alguém quiser brincar comigo e me deixar apoiar a cabeça no colo e dormir, eu topo! Topo e prometo que não faço xixi em qualquer lugar, respeito a perna das pessoas e não furo o saco de lixo. Fico feliz, retribuo com todo carinho e amizade que puder e quando ficar chateada abaixo a cabeça, espero passar, e recomeço.
P.S.: (segundo a Lots) segundo o Terry Pratchett, todo o arranjo do mundo foi apresentado aos animais da seguinte forma: coisas para comer; coisas das quais fugir; coisas com as quais copular; e pedras.
P.P.S.: resumindo, ser feliz e recomeçar.
P.P.P.S.: pra quem é fã de gatos, ser um gato seria legal tbm! Andar na beira da janela sem tendência suicida ou medo de morrer, deitar na cabeça das pessoas, castelinho de areia *-* e os mesmos carinhos.
P.P.P.P.S: ai, quanta carência!
Rascunho de Meg / Bombs 4 palpites
Marcadores: Transtornos
Terça-feira, Novembro 03, 2009
(Quase) sem tecnologia
Meu computador quebrou. Assim, sem dar avisos, sem vírus, sem eu precisar chutá-lo ou acidentalmente derrubá-lo no chão. Duas soluções: eu posso usar um CD de instalação, que não tenho, para iniciá-lo ou levar para a manutenção, que desconheço e que, convenhamos, é coisa de pai ou familiar do ramo. Resta-me atitude nenhuma. OK, eu poderia sentar e chorar, sentar e ler um livro, sentar e estudar, levantar (só pra variar) e fazer uns malabarismos, sei lá. Mas eu só sentei. Sentei encostada no travesseiro, pensando no que eu faria, para quem ligaria, como seria minha semana e essas coisas todas que pensamos à beira de uma crise existencial (quase) sob controle. Só então reparei como a lua é grande e cheia e manchada de amarelo ao redor. E reparei que o coelhinho da lua, aquele que algumas pessoas veem, outras não, outras veem só porque alguém disse que deviam ver para dar sorte (e eu talvez esteja entre estas), na verdade parece uma rena, se olhado do ângulo errado; e com os meus olhos... Reparei tudo agora não porque jamais tivesse olhado a lua ou jamais tivesse prestado atenção aos seus detalhes, mas porque hoje (e agradeço ao meu computador por isso) foi o dia em que descobri que ela está ali, na minha janela. Enquadrada pela mesma grade que me protege/prende, destacada do céu e olhando pra mim. Veja só que pretensão! Só porque meu computador quebrou acho que a lua, que sempre esteve aí mas eu nunca vi, está olhando para mim. Dizem que toda noite alguém que a gente nem imagina pensa em nós. Definitivamente não a lua, que pensa no sol nos seus dias de amores impossíveis, no mar naqueles dias de amores palpáveis ou em uma jovem bela nas lendas indígenas ou outras lendas quaisquer. Eu que pensava nela. Não que nunca houvesse pensando, mas assim, da minha janela, em cena de filme daquelas que a mocinha pensa no amado ou dorme tranquilamente com alguém observando, nunca havia acontecido. E esqueci de ligar pra todas as pessoas para as quais eu precisava ligar, só para me dar um sinal de vida e não perder totalmente a conexão com o mundo e a tecnologia. E tomei a melhor atitude que sempre me coube, com os velhos caderno e lápis: escrever.
Rascunho de Meg / Bombs 6 palpites
Marcadores: Transtornos
Sobre lágrimas e morte
Meu olho tava ardendo. Não gosto quando arde, pq sabe como é...arde! Geralmente eu pingaria meu colírio lubrificante (lágrimas artificiais, sabe?), pra ele não ficar mt seco por causa do ar condicionado do ônibus e da cidade seca no geral. Mas não tinha colírio. Solução? Chorar. Eu sei que minhas lágrimas são ruins, o médico já disse, mas ainda assim são lágrimas... melhor do que nada. Mas como eu choro? Pensando em coisas tristes, claro. Mas oq é triste? Se alguma amiga(o) que eu gosto fosse embora pra sempre ou morresse....bom, seria realmente triste. ("Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!" - lembrei da frase... Vinícius de Morais). Mas eu não quero pensar sobre as pessoas que eu gosto indo embora. Ao menos se eu pudesse fazer algo pra evitar... do contrário seria um pensamento horrível demais! E as pessoas q eu não gosto morrendo tbm não seria legal, muita crueldade... e o objetivo é chorar, certo? Aí parei pra pensar "e se fosse eu?" e cheguei à brilhante/triste? conclusão de que se a morte é só o fim, mt provavelmente não faria diferença alguma pro meu humor. Antes que alguém veja apologias ao suícidio ou descubra traços de depressão em mim, deixe-me explicar: se eu morresse agora, eu saberia? será que eu olharia meu corpo de cima e pensaria ""vixi, olha o estado..."? será que eu veria pessoas sofrendo por mim? Se tudo isso acontecesse seria realmente triste. Choraria., de fato... Se ngm sentisse minha falta tbm seria realmente triste... O q me leva dos pensamentos oq-vem-depois-da-morte para os pensamentos quem-eu-gostaria-q-sentisse-minha-falta. A verdade é q eu não consegui me imaginar morta sem estar suficietemente viva para saber oq acontecia depois. E não chorei. E o olho ardeu pelo resto da viagem. E eu fiquei com a dúvida das reflexões sem propósito e sem fim.
P.S.:"Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade." - claro que eu sabia disso... mas a dor da saudade dói demais e eu quis pular, e a dor do machucado eu não quis arriscar.
P.P.S.: Antes dos condenamentos: todo mundo, cedo ou tarde, pensa a respeito da morte. Dispenso comentários sobre o quanto meus pensamentos são sombrios, pq já de cara discordo. Outro dia um cara perguntou na palestra quem já tinha pensado a respeito da própria morte. Embora uma só pessoa tenha se manifestado, todas se remexeram na cadeira.
Rascunho de Meg / Bombs 2 palpites
Marcadores: Sobre nada
Quinta-feira, Outubro 29, 2009
Sobre falsas verdades
Confesso que gosto um pouco de mentiras. Ou falsas verdades, ou pontos de vistas um pouco distorcidos para se encaixar no momento. "Suh, eu quero entrar no PET!" "Q legaaaaal, Meg! mas q q é PET?". Tipo esse apoio falsamente verdadeiro quando não se sabe exatamente oq aconteceu.
Naqueles momentos de raiva, em que eu preciso falar mal de alguém, eu quero apoio, não lição de moral. Se vc brigou com seu namorado e odeia ele, eu odeio ele! Se ele é legal ou não, e daí? Não vem ao caso nesse momento. Primeiro vc desabafa, depois a gente conversa sobre o outro lado da história.
Os "ah, mas ele é tão bonzinho" ou "ah, mas será q vc consegue?" são equivalentes a "ah, mas será q a bolsa de valores não vai despencar justo nesse dia?". Sério, quem se importa?
Não estou defendendo as pessoas que só mentem para não magoar, mas uma falsa verdade na hora certa... bom, eu to dizendo que abre caminho para a verdade de verdade em um momento mais apropriado e calmo.
Hipocrisia? Totalmente. Mas eu nem me importo. Nem sempre a verdade precisa ser ouvida. Não acredito nessa moral em “nós temos o nobre dever de dizer a verdade acima de tudo”, mesmo porque todos os nossos relacionamentos são baseados em falsas verdades (pra não dizer mentiras). Pra mim, a vida na verdade é uma gigante carreira política, em que você agrada de vez em quando, dá um sorriso aqui, outro ali, finge estar interessado em assunto que você não está, tudo para construir algum grau de intimidade com a pessoa.
Voltando ao namorado fictício, imagine você conhecendo os pais dele. Antes do encontro, num ato desesperado, você abre a internet e digita no Google “coisas para se falar com o sogro” só para retardar a tão constrangedora falta de assunto que inevitalvemente virá. Mas deu sorte e os pais deles falam pelos cotovelos e como seu namorado é uma fofura, ele sempre tenta te por em dia nos assuntos que estão rolando. O jantar acaba, a sua sogra se levanta para tirar as louças, você se oferece mas ela insiste para ficar na mesa e seu namorado, só pra fazer uma fita, vai ajudar a mamãe. E o momento chegou: o assunto acabou e seu sogro continua na mesa. Aqueles 5 minutos até o resto voltar da cozinha com a sobremesa parecem intermináveis. Quase à beira da loucura, seus olhos giram ao redor da sala de jantar a procura de algo para fazer só pra disfarçar o constrangimento. Eles fingem estar interessados em uma foto, reparam em um vaso, param em um quadro meio esquisito. O quadro! “Mas que pintura diferente, Sr. Bugiganga”. Finalmente um comentário. E um bônus! Seu sogro, o Sr. Bugiganga (se eu casasse com esse cara seria Bombeira Bugiganga. Quase BBB, hein. Cinto multi-uso e etc, não seria legal!?), dispara a falar entusiasmado da arte, sobre um tal de Salvador Dali, do surrealismo e você não está nem um pouco interessada. Se a gente não fosse hipócrita, diríamos “Sr. Bugiganga, eu sou uma garota que não gosta de artes, totalmente fútil e só estou aqui porque eu quero algo mais sério com o seu filho. Pra falar a verdade, eu nem fazia questão de te conhecer”. No entanto, felizmente somos hipócritas e dissemos “Que interessante!”.
Agora imagine quantos amigos, amigas, namorados, ficantes que você não conheceu sendo hipócrita como foi com o Sr. Bugiganga. Quantas vezes você riu de piadas que não tinham graça com desconhecidos pra depois rir de piadas que continuavam não tendo graça mas com pessoas que viraram queridas. Quantas vezes você não disse “Amém” depois que a sua avó te deu bênção mesmo sem acreditar Deus.
Não to dizendo para que a partir de agora a verdade torne-se ilegal. Ela é necessária. Mas não sejamos cegos para ignorar que falsas verdade são ditas por nós toda hora e mais, que elas são importantíssimas na nossa carreira política que alguns chamam de vida. Ignorar isso seria, mais do que outra coisa, hipocrisia.
P.S.: Tá, a Kéka me chamou de hipócrita e fútil... mas tudo bem, pq ela terminou o texto q eu não conseguia (parte preta é minha, o resto é dela). E foi mt mais direta do que eu no quesito "mentiras necessárias". Eu gostei! (verdade ou mentira? ngm nunca saberá...xD)
Rascunho de Meg / Bombs 5 palpites
Marcadores: Interminados
